Seis abas para apurar o que houve por trás da notificação: fatores contribuintes, causas, desfecho — e um plano de ação com responsável e prazo.
A faixa do alto define o escopo:
“Este registro é destinado à investigação do evento adverso, identificação de fatores contribuintes e definição de ações para reduzir risco de recorrência. Utilize de forma objetiva e focada na melhoria da assistência.”
É o tipo mais longo da tela: seis abas e doze campos obrigatórios, distribuídos como 3, 2, 2, 1, 2, 2 nos contadores.
Costuma nascer de um Evento adverso em que se marcou Necessita investigação: Sim — e a primeira aba deixa amarrar os dois.
É o quarto cartão: apuração de fatores contribuintes e plano de redução de risco.
(1) Registro investigado — selecione o evento adverso ou a notificação que originou esta investigação. A lista traz os registros desta internação com data, tipo e assunto, então dá para reconhecer o caso sem sair da tela. É opcional, mas é o que liga as duas peças.
(2) Os obrigatórios são três: Data do incidente, Período — durante o dia (07h às 18:59h), durante a noite/madrugada (19h às 06:59h) ou não sei informar — e a Descrição do evento, com até 2000 caracteres.
Tipo de incidente
Quase evento, incidente sem dano, incidente com dano ou never event / evento sentinela. É a taxonomia usual da segurança do paciente.
Grau do dano
Nenhum, leve, moderado, grave ou óbito.
Como e quem
Como foi identificado e Quem detectou — do profissional de saúde ao familiar, visitante ou intérprete.
Fase da assistência localiza o evento no percurso do paciente: na consulta, na admissão, durante a prestação de cuidados, na transferência, na alta ou no acompanhamento pós-alta.
Setor/serviço já vem preenchido com a unidade, e Processo envolvido nomeia o processo — assistência geral, contenção física, regulação, admissão, alta, transferência, identificação. Os três são obrigatórios.
Esta é a aba que diferencia a investigação da notificação: ela pergunta pelos dois lados.
Fatores contribuintes é o único obrigatório: fatores profissionais, cognitivos, de desempenho, de comportamento, da comunicação, do paciente, do trabalho/ambiente, organizacionais. Marque quantos couberem.
Fatores atenuantes registra o que impediu o pior: boa supervisão, resposta rápida da equipe, monitorização adequada, comunicação efetiva, protocolo disponível, equipe treinada, intervenção precoce. Abaixo, Outros achados.
Possíveis causas e Desfechos são obrigatórios, com até 1500 caracteres cada. É onde a análise vira texto — o que os campos fechados das abas anteriores não conseguem dizer.
Quem notificou fecha a aba, com a mesma lista de Quem detectou. Nem sempre são a mesma pessoa: quem percebe e quem registra podem ser diferentes.
(1) Dois catálogos de ações: Ações de melhoria (gestão da doença, formação/treino, mudança da cultura organizacional…) e Ações para reduzir o risco, bem maior — de disponibilidade de checklist/protocolos a auditorias regulares e análise da causa-raiz. A regra está escrita: selecione ao menos uma aqui ou em ‘Ações para reduzir o risco’. Abaixo, Outra ação em texto livre.
(2) Responsável pelo plano e Status da investigação são obrigatórios. O status abre em Em análise e caminha por aguardando informação, plano de ação definido, concluída ou cancelada. O Prazo de reavaliação é opcional, mas é o que dá data ao plano.
Zerados os seis contadores, Gravar/Assinar conclui. O registro entra na lista com Validado e Assinado — e o status da investigação continua visível, então dá para saber o que ainda está em análise.
Finalizado, é somente leitura. Como o plano tem prazo, é comum Retificar mais tarde para mover o status até Concluída — a versão original continua registrada.
A notificação que origina: Evento adverso.
Se for de medicamento: Suspeita de reação adversa.
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